Esse foi um ano que eu passei do céu ao inferno tantas vezes que não consigo numerar.
E agora, fechando mais um ciclo astronômico, astrológico, e, principalmente, social, eu estou na parte baixa da roda… Este fim de ano não chega perto de onde eu estava no final do ano passado.
É claro que o cenário era outro, e tinha alguma inluência. Mas, mais que tudo, é como eu me sinto. Níveis de auto-sabotagem alarmantes.
Mas eu me diverti. Eu trabalhei. Eu fui legal.
E eu me sacaneei. Eu procrastinei. Eu fui horrível.
Queria falar pros meus pais que eu vou ser mais responsável ano que vem de agora pra frente. Mas não é pra eles que eu tenho que prometer isso.
Quero conseguir fazer as coisas que minha cabeça sabe que é certo.
Quero fazer da minha felicidade mérito só meu, e compartilhá-la com quem quiser. Não fazer dos outros o caminho pra ela.
sugar blues
everybodies singin the sugar blues
the whole towns ringing
my lovin man sweet as can be
but the doggone fools
turned sour on me
i’m so unhappy
feel so unhappy
i could lay me down a die
you could say what you choose
but i’m all confused
i got the sweet, sweet sugar blues
more sugar
i’ve got the sugar blues
Estou começando a entender qual é a dele… Esse mês que passou ele começou a fazer contatos quase que semanais, seja por msn ou tentativa de telefone… E mesmo semana passada eu tendo ficado aos berros no telefone falando pra ele não me procurar mais, ontem ele veio querer bater papo.
O negócio dele é querer me manter por perto. Vai que um dia ele decide que era eu mesma quem ele queria?
Esses dias eu resolvi ressucitar o disco Tidal da Fionna Apple. E é incrível como, mais de 10 anos depois de eu ter comprado esse álbum, ele ainda me emociona.
Minha música preferida ainda é Sullen Girl. Mas acabei de descobrir (via wikipedia) que ela é sobre o estupro que Fiona Apple sofreu aos 12 anos.
Sullen Girl
Days like this, I dont know what to do with myself.
All day – and all night.
I wander the halls along the walls and under my breath.
I say to myself.
I need fuel – to take flight -
And theres too much going on.
But its calm under the waves, in the blue of my oblivion.
Under the waves in the blue of my oblivion.
Is that why they call me a sullen girl – sullen girl.
The dont know I used to sail the deep and tranquil sea.
But he washed me shore and he took my pearl -
And left an empty shell of me.
A realidade é que eu me sinto sozinha. E quanto mais eu sinto isso, mais eu afasto.
E eu sinto MUITO medo. E sinto muito. E eu não sinto nada de mais.
Mas eu tenho tanta coisa dentro de mim. Tanto amor e tanta raiva. E eu guardo tudo aqui dentro, principalmente porque eu acho que ninguém quer. E eu acho que ninguém quer. Mas pode ter quem queira, e eu guardo. E dói.
Eu queria dar pra cada um o que é dele e tá aqui dentro. Mas não consigo. Ou não posso.
Mas eu acho que ninguém quer.
E quem sou eu, pra achar que alguma coisa dessas é extraordinária?